sexta-feira, 21 de março de 2014

Últimas ações no Reinado e no Jardim

Olá a todos. Estive ausente por uns dias em função de muito trabalho. Estou aproveitando mais do que nunca as chuvas tardias aqui pelas bandas do Distrito Federal. Esta sendo o momento ideal para transplantar as Rainhas dos vasos para o local definitivo. Portanto, as postagens terão como temática principal as Rainhas. Por enquanto, transplantei até agora 7 Rainhas, ainda faltam umas 3 ou 4. Como falei anteriormente, o trabalho aqui é de formiguinha, tenho que cavar os berços, preparar o composto, transportar os vasos, providenciar o esterco de gado, fazer a calagem, entre outras coisas. Entre estas atividades, nos ocupamos ainda com o tratamento das nossas cadelinhas. Uma adulta e duas "crianças" de três meses, todas acolhidas das ruas. Em função delas, principalmente das pequenas, tive que mudar de local as mudinhas de cipó feitas a partir de sementes. Elas acabaram destruindo umas duas mudinhas de cipó, uma tristeza! Mas vamos a atualização do Jardim:

Esta foto é o início da sequência das 7 Rainhas já plantadas.

Todas as Rainhas aqui do nosso Jardim são especiais, mas esta em específico é uma Rainha que eu "fiz" a partir de uma folhinha. Ela é uma planta mais adaptada ao clima do Cerrado, portanto é minha matriz preferida para fazer mudas, pelo fato da ambientação às difíceis condiçôes do clima seco e quente do Distrito Federal. Confesso que tenho um carinho especial por esta planta.






Ainda não implementei a irrigação por conta do período de chuvas, mas provavelmente daqui a um mês eu já terei o sistema de irrigação com microaspersores instalado. Além disso, o solo aparece descoberto, mas em breve farei a cobertura com palhada e matéria orgânica. No momento esta cobertura só está presente nas plantas. Cubro com composto que eu mesmo faço e serragem curtida.

Busco sempre o policultivo, dá para ver um pé de abacaxi, mandiocas, amendoim forrageiro e feijão guandú.


Fiz uma cobertura com sombrite para filtrar a luz solar. A haste branca que aparece é para a sustentação do sombrite. Provisoriamente está assim, mas vou ter que isolar as Rainha com uma cerca, por conta de umas cadelinhas "sem vergonha" que moram por aqui. Por enquanto elas estão respeitando as Rainhas, mas não vou arriscar.

Esta é a Priya, foi acolhida das ruas a uns dois meses. Chegou aqui no nosso portão e ficou por dois dias, não tive outra alternativa a não ser convidá-la para ficar! Depois de já bem à vontade, ela pulou uma mureta da varanda de onde ficavam as mudas de cipó e acabou destruindo umas duas plantas. Por isso, mudei todas as mudas feitas por semente para uma área fechada, pois elas ainda estão se firmando.

Estas são as mudinhas de cipó feitas de semente. Estão crescendo bastante.


segunda-feira, 3 de março de 2014

Atualizando as mudas de Jagube feitas de sementes

Atualizando as mudas de Jagube, feitas a partir de sementes. Nem todas as mudas foram a frente, mas as que vingaram estão se desenvolvendo bem. Estou aos poucos transplantando as mudas dos sacos pequenos para vasos e sacos maiores.








sábado, 22 de fevereiro de 2014

Continuando o Plantio das Rainhas

Nos últimos dias as chuvas voltaram de vez por estas bandas do Distrito Federal!!! Motivo de muita alegria para as plantinhas. Tive até que dar uma suspendida no trabalho de transplante das Rainhas. Estava achando que não seria possível plantar as Rainhas este ano, já que o regime de chuva estava totalmente alterado. Ainda bem que, pelo que parece, eu estava errado. Torço para que as chuvas prossigam. Seguem alguns registros do trabalho de plantio das Rainhas. Consegui plantar mais duas, totalizando cincos Rainhas. Até a próxima postagem.





segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Início do Plantio das Rainhas

Este último final de semana foi de bastante trabalho. Como as chuvas resolveram voltar a molhar as terras áridas do cerrado brasiliense, senti ser um bom momento para transplantar as Rainhas que estão em vasos, para o local onde será o nosso jardim. Como tive que fazer o trabalho praticamente sozinho, fui fazendo aos poucos. Iniciei cavando os berços.




A escolha e preparação do local começou muito antes, com o plantio de mandioca, feijão guandú, feijão de porco, mucuna preta e crotalária. Para abrir espaço para os pés de Rainha, acabei colhendo algumas mandiocas que serviram para o nosso almoço de sábado e domingo. Decidi fazer o transplante aos poucos, por etapas. Cavei, inicialmente no sábado, três berços. Tive que interromper o trabalho em função da chuva abençoada que caiu. Retomei o trabalho no domingo, cavando mais três berços, totalizando os seis berços dessa primeira etapa. 



Depois de cavados os berços, comecei a transportar os vasos com as Rainhas para o local de plantio definitivo. Foi e está sendo um trabalho bastante cansativo, principalmente por ter que fazer toda a força sozinho, mas vai valer a pena, tenho plena certeza disso. As Rainhas estão nos vasos e em local provisório a uns oito meses. Neste meio tempo, elas ganharam força, tamanho e muitas folhas! Sinto que o nosso primeiro feitio está mais próximo a cada dia.



Minha idéia era, no domingo mesmo, plantar as seis Rainhas mas, como começou a chover também no domingo, tive que abreviar a empreitada. Além disso, minha intenção era começar a construir o sisteminha de irrigação, mas vai ficar para a próxima. Acabei plantando somente três Rainhas. Utilizei como substrato terra adubada, dessas compradas mesmo e misturei uma parte de areia, uma parte de terra de formigueiro, uma parte de terra vermelha, além de mais adubo de gado. Coroei os berços com uma serragem curtida de uns três anos e também um pouco de calcário dolomítico ao redor.







sábado, 8 de fevereiro de 2014

Plantio das Rainhas em Local Definitivo

Algumas Rainhas que tenho aqui estão plantadas em vasos. Apenas uma minoria está plantada em solo diretamente. Minha idéia é transplantar as Rainhas que estão nos vasos para o solo. No ano passado, estava aguardando o início das chuvas aqui no Distrito Federal para iniciar este plantio. As chuvas começaram em meados de setembro de 2013. Entretanto, o regime de chuvas ficou bastante diminuído. Estamos em fevereiro de 2014 e com pouquíssima chuva. A temperatura está alta e a umidade baixa, o que é a realidade do DF ao longo do ano. Estou estudando o que fazer em relação as Rainhas. Sinto que plantar em qualquer momento agora, não vai fazer muita diferença, pois o clima já está seco e quente e parece que irá se manter assim. A chuva que é tradicional aqui nessa época do ano, parece que não vai vir. Mais um motivo para continuar a utilizar o sistema de irrigação e procurar melhorá-lo.

Rainhas em vasos e também as plantadas em solo. É possível ver a linha de irrigação e os microaspersores.

Este cantinho que estão as Rainhas foi pensado para que a luz solar filtrada estivésse presente, já que sem o sol as plantas atrofiam. Esta é uma Psychotria Alba (Chacrona Branca).






Enquanto as Rainhas aguardam para irem para local definitivo, estou já a algum tempo preparando um local para recebê-las. Primeiramente, plantei bastante feijão guandú, feijão de porco, mucuna preta, crotalária e alguns pés de mandioca, além das imprescindíveis bananeiras. No local também há uma jaqueira, um pé de lichia, amendoim forrageiro, mamão, touceiras de capim cidreira e citronela, cana-de-açúcar, batata-doce e alguns pés de abacaxi. É importante sempre fazer consórcios, nunca plantar uma única espécie. As chances das plantas se desenvolverem bem, aumentam quando se lança mão do policultivo. E isto vale para qualquer planta. Quando transplantar as Rainhas, o que deve acontecer em breve, postarei aqui a atualização do jardim.

As bananeiras ainda estão crescendo, mas é do lado e entre elas que pretendo plantar as Rainhas. No lado esquerdo a jaqueira.





domingo, 26 de janeiro de 2014

Viveiros e Estufas II

Este vídeo é da Casa de Cura Mestre Irineu. Eles apresentam o esquema de cultivo do Cipó e da Rainha e tem imagens muito legais de uma estufa bem profissional, com irrigação e controle de umidade. Podemos ver este vídeo e tê-lo como material de referência para a construção da nossa própria estufa ou viveiro. Opto pelo viveiro, pois o sombrite permite que a chuva chegue as plantas, não dependendo somente do sistema de irrigação. Em breve, quero construir uma estufa com plástico agrícola e fazer um estudo com as Rainhas em um ambiente controlado.


Viveiros e Estufas I

 Eu fiz um viveiro bastante simples. É possível investir um pouco mais de tempo e dinheiro e conseguir uma estrutura mais resistente e bem construída. Como faço o meu cultivo praticamente sozinho, às vezes, me falta tempo e acabo optando por aquilo que sai mais prático e simples, além de mais barato. Como não tenho interesse comercial nas mudas, acabo tendo que gastar um pouco de dinheiro, entre insumos agrícolas (terra adubada, esterco, húmus, vasos plásticos, sacos de muda, etc), material de irrigação (mangueiras, microaspersores, braçadeiras e conexões) e estrutura (madeira, tela sombrite, arame, etc), sem falar na mão de obra...
Em relação ao meu viveiro irei listar os materiais que utilizei para construí-lo. Alguns dos materiais adquiri no Mercado Livre, mas a maioria dos itens são encontrados em boas lojas de produtos agrícolas. Fui pesquisando e descobrindo as soluções que cabiam no meu orçamento e nas minhas pretensões de cultivo. A internet é um campo farto de materiais e dicas. Em uma postagem posterior irei disponibilizar alguns materiais sobre construção de viveiros e estufas que garimpei da internet. 

Tela sombrite. Existem diferentes especificações: 35, 50, 70 e 80%. Aqui no Distrito Federal, devido a grande incidência de luz solar a maior parte do ano, utilizo o sombrite 50 e 70%.

Esta é a trama do sombrite 70%.

Postes de eucalipto tratado. É possível utilizar outros materiais, como bambu. outras madeiras, ou mesmo pau de escora que é bem mais barato que o poste de eucalipto tratado. É importante envolver em plástico ou outra proteção a parte da madeira que fica no chão, pois direto no solo a madeira logo apodrece.

Mangueira de polietileno de 1/2". Custa um pouco mais caro, mas vale a pena pela resistência e também por ser bem fácil perfurá-la e afixar os microaspersores.

Microaspersor nebulizador. Possuem especificações de vazão diferentes. É necessário que haja uma pressão de água considerável para que o efeito nebulizador aconteça. Acho este bem interessante, pois produz uma névoa de água parecida com uma chuva fina que as plantas adoram, principalmente a Chacrona.

Microaspersor tipo nebulizador em funcionamento, ideal para criar microclima, já que molha bem as folhas. Comprei no Mercado Livre um saquinho com 50 unidades.

Microaspersor tipo bailarina. Este também é um ótimo microaspersor e molha em maior quantidade e num raio bem maior que o nebulizador. Ideal para a irrigação das raízes. Requer boa pressão de água para que funcione adequadamente.

Microaspersor bailarina em funcionamento.